segunda-feira, 1 de abril de 2013

Partida



 


Que chegue a hora
Que se esgote o tempo
Que se diga adeus
Sem ósculos, sem  abraços
Não posso perder tempo
Preciso mesmo é partir sem memórias
Sem desejos de voltar. (09/12/12)




Praxe













Para Mayara Pontes


Sua mão se foi
E meus lábios beijaram o ar
Que te seguiu
Para que meu ósculo matinal
Ficasse em sua mão
Como de praxe. (20/02/13)


sábado, 2 de março de 2013

Leitura












Esses pés já trilharam tantos caminhos
Desconheço-os
Finquei meu olhar nesse pé descalço
Deitei meu pulso esquerdo sobre suas veias
E fiquei lendo seus enigmas. (22/10/12)

sexta-feira, 1 de março de 2013

Promessa




Eu vim para este mundo carregando várias cruzes
Carregarei mais uma se me trouxer a promessa
De que um dia andarei erguido
Carregando nos ombros apenas a memória
Das cruzes que suportei. (06/02/13)

Pra travar língua




A papa queimou a papada do papa
O papa lambeu a papa da papada
O papa mal papou a papa
Gritou exausto do papado
Chutou o papeiro
A colher jogou longe
E se foi com seus fantasmas... (11/02/13)


Metáfora




Imagino-te na minha ceia
Imagino-te na minha cama
Oh! lua cheia!
Metáfora da bolacha fogosa
Que me saciava na infância. (27/12/12)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Lamento




Vejo-te sorrindo ao lado de outro
O sorriso que dás a ele agora
Deste-me muitas vezes
Olhei-te sem invejas
Fui-me lamentando por ele (25/08/12)

Momentos




Não dura maia esse afeto
Não dura mais esse momento
Não dura mais essa memória
Não dura mais esse amor
Não dura mais esse orgasmo...
Tudo perece
E o fim dessas coisas nem incomodam
Pois logo se refazem
Preenchendo as lacunas. (03/08/12)

Enquanto espero na fila




Enquanto espero na fila
Penso em Byron
Enquanto espero na fila
O tempo passa
Escovo palavras para um poema
Que não chega
Enquanto espero na fila
As coisas que nasceram morrem
E Byron ainda tem razão
Enquanto espero na fila
A poesia de Byron me inquieta entre os mortais
Que se destinam à morte
Alheios aos meus pensamentos. (02/08/12)

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Constatação natalina




Cantamos no templo
Para que Jesus durma em paz
Mas Jesus não dorme
Mas Jesus não tem paz
Nem leito
Está faminto
Perambula pelas ruas
Sem uma pedra para repousar a cabeça    
Nossa cantiga não adormece o filho de Deus
Nem os filhos dos homens. (25/12/12)


Descarteando




Penso
Existo
Insisto
Logo percebo
Minha cabeça doendo
Buzinas
Solidão
Transeuntes
Abre o sinal
Conversas cortadas
Desejos adiados
Olhares não muito atentos
É Sábado
E a mulher dileta não passa
A saudade não passa
O tempo passa zombando de mim
Dizendo que sabe qual será o meu fim
Zomba assim rimando
Mando o tempo pra PQP
E me vou seguindo um belo rabo de saia... (4/09/12)


Lamento





Vejo-te sorrindo ao lado de outro
O sorriso que dás a ele agora
Deste-me muitas vezes
Olhei-te sem invejas
Fui-me lamentando por ele (25/08/12)