sábado, 1 de setembro de 2018

Minha invenção


Madalena
Me dá Lena
Ela tá de acordo
Não sejas má
Esta menina nem é tua
Nem foi feita da tua costela
Ela é minha invenção Madalena.




Maria


Maria eu caio contigo em tentação
Caio fácil
Tropeço aqui
Acolá
E a queda é certa
Mas eu só caio
Se for contigo
Nos meus braços
Na viela
Naquela
Que o mundo esqueceu
Aí Maria eu me faço/desfaço
Em cima ou embaixo de ti. 

Outra quadrilha



Pedro o matemático entrou num triângulo amoroso
A bela adormecida despertou nos braços de Jacques Dozoma
Que deitava os olhos em Rousseau
Maria fugiu do convento mas não reencontrou Pablo
Jonh voltou dos estados unidos e ficou mais por fora
Do que bunda de índio. (16/08/18) 


Por bondade


Gosto de cair nos teus olhos
Estes olhos sempre verdes
Ficam grandes quando encontram o meu olhar
É por eles eu ouço a tua voz
É por eles que eu vejo o meu caminho escuro
A qualquer hora do dia
Não vejo nada mais em ti
Só tenho olhos para os teus olhos
Sempre verdes
Que por bondade se destinam a mim
Pobre e pecador degredado filho de Eva. 


quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Nesta manhã



O sol sobre a cidade
Sobre a mulher transeunte
No olhar do poeta
No novo dia
O sol nos meus cabelos brancos
Colorindo-os nesta manhã. (24/07/18)












Vício



Fim de novela
Tudo fica bem
Céu para uns
Inferno para outros
Telespectadores satisfeitos
Entre lágrimas e risos
Saudosos da novela que se vai
Uma outra vem
E o vicio persiste
Todo dia
Diante da televisão.

Naquela calçada




Eras tu naquela calçada
Eras tu naquela tarde de segunda-feira
Do mês de julho
Eras tu e eu nem pude olhar-te com calma
Porque eu estava passando com o tempo
Havia muita pressa em mim
E o tempo veloz nada me permitia
Sei que me entendes
Acredito que nem me vistes naquela calçada
Enquanto eu ia e tu vinhas. (16/07/18)




Naquela tarde



A mulher sentada com as pernas abertas
Fingia não ver o sol fazer festa no seu golpe
Iluminando sua caverna
O poeta achou prudente não habitá-la
Naquela tarde. (25/07/18)

domingo, 1 de julho de 2018

Desejo vespertino

















Estas tuas pernas
Esta tatuagem na tua panturrilha esquerda
No mesmo caminho do teu coração
Dão-me vontade de fazer rastros por onde andas
Dão-me vontade de encontrar-te e parar o tempo
Para que eu muito me demore contigo. (14/06/18)



Nos teus seios



Bebo o melhor dos vinhos
Nos cachos de uvas dos teus seios
Estas duas torres sempre expostas
Aos meus olhos sedentos
Que se saciam quando fechados
Porque minha boca os tem de posse. (25/06/18)

Em pensamentos




Não estou pensando em ti
Porque já é tarde
Entrego-me à outros afazeres neste momento vespertino
Ou penso em ti até quando não estou a pensar?
Não pensando penso
Vou-me sendo presença pelos caminhos
Existindo em mim
Em ti
Que nem me percebeu
No sinal vermelho
Recitando poemas aos transeuntes. (26/06/18)






sexta-feira, 1 de junho de 2018

Em tuas mãos


não esquecer quem está nas distâncias
tem sido minha sina
nada me diz o oráculo
a metafísica avoluma minhas indagações
nenhuma resposta conduzo nos meus alforges
vejo-me envelhecer contigo  na companhia da solidão
enfureço-me diante do espelho
rendo-me aos afagos das memórias
e adormeço com o teu retrato nas mãos. (15/05/18)