
O sol se desliza nas calcinhas
Penduradas no varal
Secando no tecido as memórias
Que imploram por silêncio. (11/02/12)

O sol se desliza nas calcinhas
Penduradas no varal
Secando no tecido as memórias
Que imploram por silêncio. (11/02/12)

Fico a olhar o teu andar
Suas nádegas dançam
É uma coisa linda de se ver
Meu olhar atento segue-lhe
Até sumires no caminho. (12/02/11)
Aos mortos não interessa
O tempo que passa
O vento que inquieta as folhas das árvores
A memória que busca novas lembranças
As mudanças que se fazem entre os homens
As lágrimas que ficaram
O que não foi realizado
A mulher de preto
O retrato que ficou na parede
O último beijo
O que ficou por se dizer
A solidão vivida
O grito que se calou na garganta...
Esses dilemas da vida só pertencem a nós
Os degredados filhos de Eva
Aos mortos só interessa
O silêncio e a indiferença.
Quando terminarei de morrer?
Não me responda
Não pretendo saber
Apenas indago
Enquanto o tempo passa
Pois me viciei nisso. (08/04/11)